quinta-feira, 13 de novembro de 2014

longe,
faz tempo 
que é longe.

não dá pra usar
as mãos, não dá
pra sentir cheiro, 
não dá pra viajar
de maneira nenhuma
pelas vias pálpebras,
públicas ou privadas
conhecidas mundialmente.

só com o pensamento,
às vezes nem isso.

falha, tudo falha
quando o assunto
é o que faz uma pessoa
enquanto dorme,
ou o que faz uma pessoa
enquanto sonha,
ou quando derrama bebida pela mesa,

ou quando não quer estar
do seu lado.

o segredo são
as chaves,
as arritmias plantadas
caindo de árvores,
saltando de prédios,
desafiando as janelas,
e circulação cardíaca
de jovens de meia-idade.

escrevo um bilhete.
dentro dele tudo,
menos o segredo. 

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